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O
termo Sacramento vem do latim: sacramentum. Podemos desmontar
a palavra latina em duas partes:
- sacra: coisas sagradas;
- mementum: recordação, marca ou sinal que me
faz lembrar de algo, que me traz algo à memória.
Sacramento
é algo que faz com que minha mente, minha consciência,
minha maneira de ver o mundo e de agir esteja sempre direcionada
pelas coisas sagradas, sempre em harmonia com os planos de
Deus. E devemos recordar ainda que "fazer memória"
não é só lembrar, mas fazer acontecer
de novo, atualizar, trazer para o presente. Neste sentido,
tudo pode ser Sacramento, pois o amor de Deus por nós
pode se manifestar de muitas formas, e não só
por estas sete estabelecidas pela Igreja.
Os
sacramentos são sinais sensíveis e eficazes
da graça, instituídos por Nosso Senhor Jesus
Cristo para nos santificar. Por sua própria etimologia,
os Sacramentos incluem algo de misterioso e sagrado, porque,
além do rito externo - coisas materiais, gestos e palavras
- supõe sempre alguma relação com o sobrenatural
e divino.
Deus
não precisaria dos sacramentos para salvar os homens.
Poderia comunicar as graças da Redenção
atuando sozinho e diretamente nas almas, sem colaboração
de pessoas ou coisas sensíveis e sem chamar a atenção
de ninguém. Mas, agindo de acordo com a natureza que
nos deu, livre o corpórea, Nosso Senhor quer ordináriamente
servir-se dos homens e dos elementos materiais para realizar
a obra da Salvação.
Para
que haja um Sacramento se requer quatro fatores:
dois internos, que são os constitutivos ou elementos
essenciais - Matéria e Forma;
dois externos, que são as pessoas do Ministro, que
confere, e do Sujeito que recebe o Sacramento.
Todos
os Sacramentos validamente confiados produzem a graça
santificante (inicial ou aumentada) com as virtudes enfusas
e dons do Espírito Santo, mais a graça sacramental,
própria de cada Sacramento. O Batismo, a Confirmação
e a Ordem produzem também o que se chama "caráter".
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