Parábola
é uma narrativa, que se apresenta com o fim de ensinar
uma verdade. Difere do provérbio neste ponto: não
é a sua apresentação tão concentrada
como os provérbios, contém mais pormenores,
exigindo menor esforço mental para se compreender.
A parábola nos faz ver as pessoas na sua maneira
de proceder e de viver.
O emprego contínuo que Jesus fez das parábolas
está em perfeita concordância com o método
de ensino ministrado ao povo no templo e na sinagoga. Os
escribas e os doutores da Lei faziam grande uso das parábolas
e da linguagem figurada, para ilustração das
suas homilias. Tais eram os Hagadote dos livros rabínicos.
A parábola tantas vezes aproveitada por Jesus, no
Seu ministério (Mc 4.34), servia para esclarecer
os Seus ensinamentos, referindo-se á vida comum e
aos interesses humanos, para patentear a natureza do Seu
reino, e para experimentar a disposição
dos Seus ouvintes (Mt 21.45; Lc 20.19). As parábolas
do Salvador diferem muito umas das outras. Algumas são
breves e mais difíceis de compreender. Algumas ensinam
uma simples lição moral, outras uma profunda
verdade espiritual.